Exposição virtual “Agora” revela atravessamentos provocados pela pandemia

rabalhos artísticos expressam instantes urgentes vividos em incerteza coletiva. Publicação on-line será lançada nesta sexta-feira (11), a partir das 19h

Como fazer uma publicação após tantas baixas vividas, desestabilizações generalizadas e sentimentos em atrito no corpo? O fim do mundo estaria próximo do fim com a pandemia? Chegou-se em certo momento a acreditar que sim. Chegou-se a adorar a calmaria de uma agenda em aberto, a brilhar o olho com apenas a paisagem lá fora em seu ciclo habitual: manhã, dia e depois noite.

Nada é certeza e foi a partir disso que surgiu “Agora”, uma exposição virtual resultado de uma imersão artística à distância que exprime dos corpos uma fuga de entendimento. A tentativa de compreender por meio de frames/imagens/relatos de vida desencadeados por acontecimentos mútuos, de saúde pública, de existência, de resistência, de luta, de perdas, lutos e renascimentos. 

“Agora” é uma publicação – https://sitepublicacao.wixsite.com/agora – que reúne trabalhos desenvolvidos por 16 artistas integrantes do Grupo de Estudos em Práticas Artísticas, Políticas e Curatoriais, coordenado por Kamilla Nunes. Será lançada nesta sexta-feira (11), às 19h, de forma virtual, acesso pelo link  https://meet.jit.si/agora 

Antes da conversa aberta com o coletivo, será realizada uma performance de Sandro Clemes.

SERVIÇO:

O que: Exposição Virtual Agora

Quando: 11 de dezembro

Horário: 19h

Onde: https://meet.jit.si/agora 

Participantes da exposição Agora:

Andrea Zanella, Bodhan, Julia Thomé, Juliana Castro, Juliana Hoffmann, Kamilla Nunes, Katia Véras, Luciana de Moraes, Mulika, Philippe Arruda, Rodrigo Gonçalves, Ruchita, Sandra Meyer, Sandro Clemes, Silvia Zanatta da Ros e Simone Bobsin.

GRUPO DE ESTUDOS: PRÁTICAS ARTÍSTICAS, POLÍTICAS E CURATORIAIS

Iniciado em 2018, o grupo foi criado para o compartilhamento de práticas artísticas, políticas e curatoriais brasileiras, produzidas entre os anos 1960 e os dias atuais. São estudados artistas das mais variadas latitudes e que lidam, também, com variadas linguagens. Os encontros são realizados a partir de conversas polifônicas, com abordagens teóricas, críticas e poéticas, de obras/artistas que são imprescindíveis para a construção de uma história da arte no Brasil. O grupo é aberto, diverso e dinâmico, por isso a cada módulo sua configuração muda. Em 2019, uma parte dos integrantes realizou a exposição coletiva “Toda paixão beira o caos, a do colecionador beira o caos da memória”, no Memorial Meyer Filho. Neste ano pandêmico de 2020, outras pessoas participam da exposição AGORA.

Foto: Kamilla Nunes