3 de fevereiro de 2026
Detonautas jt

Com mais de duas décadas de estrada, o Detonautas continua conquistando fãs e se mantendo entre as cinco bandas de rock brasileiras mais ouvidas nas plataformas digitais.

Conhecida por suas letras engajadas e pela energia que contagia o público em cada show, a banda formada por Tico Santa Cruz, Renato Rocha, Fábio Brasil, Phil Machado e André Macca conquistou uma legião de fãs fiéis.

Com hits que marcaram gerações, como “O Dia Que Não Terminou” e “Quando o Sol Se For”, o Detonautas prova que é possível unir essência e inovação, mantendo-se referência no cenário musical nacional.

O Stage Music Park recebe, no dia 31 de janeiro, a quarta edição do Floripa Rock, reunindo grandes nomes do rock nacional. Estão confirmados no line-up CPM 22, Paulo Ricardo, Reação em Cadeia, Barão Vermelho e Detonautas.

E para entrar no clima do evento, conversamos com Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas. Confira a entrevista completa a seguir.

JT: O que faz tão bem para o Detonautas?

Ticos Santo Cruz: A gente poder viver do que a gente gosta, né? Isso aqui é um privilégio. Poder viajar o Brasil inteiro, conhecer vários lugares, trocar com várias pessoas, muita energia boa. Isso faz bem para a gente.

JT: Tem música de outro segmento que vocês também cantam?

TSC: De outro segmento, não. A gente, na verdade, já gravou com artistas de outros segmentos. Gravamos com Lucas Lucco, gravamos com a Alcione, gravamos com alguns artistas de rap, de trap, mas eu acho que o sertanejo talvez seja um desses lugares onde as pessoas têm o imaginário de que não pode ser conjugado com rock, mas funciona super bem. A música brasileira é muito rica, né?

JT: Depois de mais de duas décadas na estrada, ainda há algo que a banda sonha em conquistar?

TSC: Nossa missão é viver de música.

É isso que desejamos para a vida toda! Tivemos muitos altos e baixos e, se há algo que queremos alcançar com o Detonautas, é o reconhecimento de nosso trabalho como um todo.

JT: Como é o processo criativo do Detonautas?

TSC: Cada disco que nós fizemos nessas quase três décadas, passou por cenários muito diferentes, métodos diferentes de criação, universos diferentes de inspiração. Eu, como alguém que escreveu 99% da obra do Detonautas, passei por muitas transições: transições espirituais, existenciais, filosóficas, transições de várias naturezas literárias, etc. Eu acredito acertei com algumas canções muito bem acertadas, né? “O Dia Que Não Terminou”; “Cara de Sorte”, “Por Onde Você Anda” entre outras.

JT: Além de cantor, você é compositor. De onde tira inspiração para escrever?

TSC: Das coisas que vou vivendo na estrada, da minha vida de modo geral. Acho que vamos somando coisas, experiências e tudo mais, e depois, de alguma maneira, tento colocar tudo isso no papel e expressar minha forma. As pessoas gostam do que escrevo, então gera uma simbiose bacana.

JT: Como o Detonautas consegue se adaptar às mudanças do rock e, ao mesmo tempo, se manter relevante para diferentes gerações?

TSC: Eu acredito que a grande virtude do Detonautas, ao longo desses anos todos, foi ter se adaptado a todas essas transições de gênero que aconteceram dentro do rock. O Detonautas se tornou relevante porque conseguiu escrever algo que no passado as pessoas tenham gostado, tenha marcado uma geração, mas que, de alguma maneira, faz sentido pra geração atual. É isso que a gente está tentando fazer: dialogar com o maior número de pessoas possível e apontar, da nossa forma, uma direção pra juventude, que eu acho que é onde está o rock.

JT: Deixe um recado para os fãs.

TSC: Nós amamos Floripa. Amamos tocar aqui. A energia daqui é incrível!