Arquiteto Michael Zanghelini dá sua versão “Living” na CASACOR/SC

“Living” de vivo, de viver no agora. Arquiteto confirma sua participação no elenco da mostra catarinense com ambiente vibrante e autêntico

Reencantar-se com a vida. Depois de longo período de isolamento social, medos despertados que moldaram a forma de socializar. Se o tempo moderno esfarela, assim como as certezas e falsos controles de outrora, a ideia de futuro revelou-se plano distantee. O agora, por mais clichê que pareça, é o passo firme possível.

Tudo foi colocado à prova, em xeque e ainda reverbera nos corpos. O lar serviu de proteção, também, fez refletir sobre os modos operandi entre quatro paredes. Muitas pessoas se viram domesticadas num fluxo de layout sem sentido. Outras deslocadas do próprio ninho que ajudaram a construir como sonho realizado dado pela ordem das coisas em circulação contemporânea. O jogo das aparências, do ter, caiu por terra para alguns.

O arquiteto Michael Zanghelini percorre esse processo íntimo e coletivo clamando por uma virada de página. Aos 32 anos, acumula capítulos escritos vivenciados à tona. Formado como técnico de edificações e Arquitetura e Urbanismo, constituiu um perfil técnico e bastante criativo com base nas áreas que atuou. Por isso, ele sabe das habilidades que conquistou na lida, assume que gosta de realizar e os desafios o provocam à inovação. 

Da infância em Lages, onde a bela paisagem do planalto serrano o enfeitiça até hoje, à referência cultural de origem trabalhada em nuances sensíveis estruturam sua forma de arquitetar.  As significâncias e significados têm raízes profundas nos projetos residenciais, comerciais e de interiores de autoria do seu escritório baseado em Florianópolis. 

Confirmado no elenco da CASACOR/Santa Catarina 2022, a partir de 18 de setembro em Florianópolis, Michael traz as escutas, ânsias e desejos descobertos para seu ambiente “Living”, atravessado pelo tema central Infinito Particular.

“No espaço falo sobre o reencantamento após todo esse processo intenso, baseado nas relações com os meus clientes, família. Um ambiente para extrapolar, para nutrir, girar energia, pulsar a vida. Uma casa cura no sentido de outras perspectivas de ser, de viver, de sentir e assumir quem somos. Prática, porém autêntica no exercício de identidade de quem a habita”, dá spoiler o profissional.

A presença de pedras naturais, madeira, cristais, composições inusitadas, acervo artístico e quebra de conceitos. Há um realinhamento das prioridades, do entendimento de simplicidade e revisão dos fluxos. “Há uma permissão para criar o viver como se quer. Fabular sem julgamentos. Viva, pois a vida é agora”, arrebata Michael. A mostra catarinense ocorre na Escola Silveira de Souza e fica em cartaz até o final de outubro em Florianópolis.